
Casa Rosada, sede do Governo da Argentina - Foto: Pexels
O presidente da Argentina, Javier Milei, tomou uma medida drástica ao bloquear a entrada de jornalistas credenciados na Casa Rosada, sede do governo federal em Buenos Aires. A decisão foi justificada pelo governo como necessária para garantir a "segurança nacional", após a divulgação de imagens internas do prédio que foram gravadas com óculos inteligentes por uma emissora de televisão.
A administração de Javier Milei classificou o episódio como "espionagem ilegal", o que desencadeou uma série de críticas do presidente à imprensa, incluindo insultos diretos aos profissionais da emissora responsável pela reportagem. Vale destacar que o presidente argentino tem protagonizado embates frequentes com jornalistas desde que assumiu o cargo, com declarações contundentes tanto nas redes sociais quanto em entrevistas.
Em resposta à restrição imposta, os jornalistas credenciados para atuar na Casa Rosada divulgaram uma nota conjunta expressando seu descontentamento com a decisão, considerando-a injustificada. De acordo com o grupo, a restrição ao acesso de repórteres representa um ataque direto à liberdade de imprensa e ao direito fundamental da população à informação.
A Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa) também se pronunciou sobre o caso, manifestando "máxima preocupação" com a medida adotada por Javier Milei. Em nota oficial, a entidade enfatizou que tal decisão não encontra precedentes na história democrática do país e solicitou a revisão imediata da restrição, defendendo o pleno exercício do jornalismo na Argentina.