
Ataque aéreo israelense atingiu o sul do Líbano - Foto: KAWNAT HAJU
O Irã anunciou um novo bloqueio do estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), apenas horas depois de ter firmado um acordo de cessar-fogo na guerra contra Estados Unidos e Israel. A República Islâmica alega que Israel violou o pacto ao realizar novos ataques contra o Líbano, o que levou à decisão de fechar novamente esta importante rota marítima.
De acordo com informações divulgadas pelas agências Tasnim e Fars, o governo iraniano está considerando abandonar completamente o cessar-fogo recentemente estabelecido. O acordo previa a suspensão de ataques em todas as frentes por um período de duas semanas, incluindo operações militares no território libanês.
O ataque israelense ao Líbano foi classificado como o maior desde o início do conflito na região. Autoridades do Irã afirmaram que suas forças armadas já estão identificando possíveis alvos para responder às agressões. Eles também emitiram um alerta claro: caso os Estados Unidos não consigam conter as ações de Israel, o Irã atuará "com força" em retaliação.
Antes do novo fechamento do estreito de Ormuz, dois petroleiros haviam recebido autorização para atravessar a rota estratégica. No entanto, o bloqueio interrompe novamente o fluxo na região, que é responsável por mais de 20% da produção global de petróleo, o que pode ter sérias implicações para o mercado energético mundial.
Segundo informações do Líbano, o ataque israelense ocorrido nesta quarta-feira teria resultado em 89 mortes e deixado outras 722 pessoas feridas. Em entrevista concedida à PBS, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a frente libanesa do conflito não estava incluída no acordo de cessar-fogo recentemente estabelecido, o que pode explicar a continuidade das operações israelenses naquela região.
A decisão do Irã de bloquear novamente o estreito de Ormuz representa uma escalada significativa nas tensões regionais e pode ter consequências graves para o comércio internacional de petróleo e para a estabilidade no Oriente Médio.