
Foto: fifaworldcup/ Instagram
A Fifa rejeitou a proposta dos Estados Unidos para substituir a seleção do Irã pela da Itália na Copa do Mundo de 2026, segundo informou a rede britânica BBC nesta quinta-feira (23). A sugestão foi feita por um enviado do governo de Donald Trump, que argumentou que os quatro títulos mundiais da Itália justificariam sua presença no torneio. De acordo com o jornal Financial Times, o enviado especial Paolo Zampolli apresentou a ideia durante uma conversa com o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Em entrevista ao jornal, Zampolli confirmou ter feito a sugestão tanto a Trump quanto a Infantino. "Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, há currículo suficiente para justificar a inclusão", afirmou Zampolli ao Financial Times.
A proposta surge em um contexto delicado. A Itália não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, após ser eliminada pela Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia. * O Irã, por outro lado, já garantiu sua vaga no Mundial através das Eliminatórias da Ásia em março de 2025.
A sugestão faz parte de uma tentativa dos Estados Unidos de melhorar as relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após tensões diplomáticas causadas por críticas de Trump ao papa Leão XIV. O governo iraniano chegou a anunciar que sua seleção não participaria do torneio devido à guerra, mas posteriormente reconsiderou essa posição. O Irã solicitou à Fifa a transferência de suas partidas para o México, outro país-sede junto com Estados Unidos e Canadá, mas teve o pedido negado.
Na semana passada, o presidente da Fifa revelou ter visitado a seleção iraniana na Turquia e confirmou o desejo da equipe de participar do torneio. "Eles devem jogar. O esporte deve ficar fora da política", declarou Infantino. "Claro, não vivemos na Lua, vivemos no planeta Terra, mas, se não houver mais ninguém que acredite em construir pontes e mantê-las, nós fazemos isso." A estreia da seleção iraniana está marcada para 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, mantendo-se assim o calendário original da competição.