
Foto: Wikimedia Commons
O Estreito de Ormuz voltou a enfrentar uma paralisação completa do tráfego marítimo após novos ataques e bloqueios impostos pelo Irã. A situação se agravou no último sábado (18), quando duas embarcações foram atacadas na região, levando a maioria dos navios a buscarem refúgio em áreas consideradas mais seguras. Segundo dados da Marine Traffic, houve um deslocamento massivo de embarcações para o interior do Golfo Pérsico ou em direção ao Golfo de Omã, áreas consideradas mais seguras diante da escalada de tensões.
O bloqueio deste estreito, considerado um dos pontos mais estratégicos para o transporte marítimo global, tem gerado preocupação internacional. Os incidentes que provocaram a paralisação ocorreram de forma consecutiva. Lanchas iranianas abriram fogo contra um navio-tanque que transitava pelo canal, em uma clara demonstração de força por parte do regime de Teerã.
Uma segunda embarcação foi atingida por um "projétil desconhecido", conforme relatado pela Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido, aumentando a tensão na região. O governo da Índia confirmou que duas embarcações do país estiveram envolvidas nos incidentes ocorridos no Estreito de Ormuz. Como resposta imediata à situação, as autoridades indianas convocaram o embaixador iraniano para tratar do assunto, demonstrando a gravidade diplomática da situação. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) emitiu um comunicado assertivo, afirmando que manterá o bloqueio do estreito.
O grupo militar iraniano advertiu que "aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e qualquer embarcação infratora será alvejada", elevando significativamente o tom das ameaças na região. A paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz representa um desafio significativo para o comércio global, considerando a importância estratégica deste canal para o transporte de petróleo e outras mercadorias. A continuidade do bloqueio poderá ter repercussões econômicas e geopolíticas em escala internacional.