
Sala de aula com crianças da educação infantil - Crédito: Arquivo/Agência Brasil
Declaração do pai levanta suspeitas sobre a frequência escolar das crianças
A polêmica envolvendo a influenciadora Virginia Fonseca e o cantor Zé Felipe ganhou um novo e inesperado capítulo — agora com a intervenção do Conselho Tutelar.
O órgão da Região Leste de Goiânia notificou, na terça-feira (7), a escola onde estudam as filhas do casal após denúncias anônimas levantarem dúvidas sobre a frequência escolar das crianças. A instituição tem prazo de sete dias para apresentar um relatório detalhado de assiduidade, além de justificar as ausências.

A medida foi tomada depois que uma fala de Zé Felipe repercutiu nas redes sociais e acendeu o alerta. Em tom direto, o cantor afirmou que pretende colocar fim às viagens frequentes das filhas e reforçar a rotina de estudos — declaração que rapidamente gerou questionamentos e debate público.
Nos bastidores, o caso passou a ser tratado com seriedade. A notificação do Conselho exige ainda que a escola explique quais estratégias pedagógicas têm sido adotadas para garantir a reposição de conteúdo perdido, caso as faltas sejam confirmadas.
A investigação se baseia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina que a frequência escolar é um direito fundamental e deve ser acompanhada de perto pelas instituições de ensino. Em situações de faltas recorrentes sem justificativa, o Conselho Tutelar deve ser acionado.
Se for constatado excesso de ausências sem respaldo legal, Virginia poderá ser convocada para prestar esclarecimentos presenciais. O objetivo é entender como está sendo conduzida a rotina das crianças e se a carga horária obrigatória está sendo cumprida.
Enquanto isso, o silêncio também chama atenção. Em nota, as assessorias de Virginia e Zé Felipe informaram que não irão comentar o caso por envolver menores de idade, citando o sigilo previsto em lei. Ainda assim, afirmaram estar à disposição das autoridades.
Nas redes sociais, o episódio segue repercutindo e dividindo opiniões. Entre declarações, indiretas e cobranças, o caso levanta uma pergunta que ainda não foi respondida: até que ponto a rotina das crianças está sendo afetada?