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O Cruzeiro investiu R$ 140,6 milhões em luvas e comissões para agentes durante a temporada de 2025, conforme revelado pelo balanço financeiro divulgado pelo clube no último sábado (25). Esse valor representa um crescimento significativo em comparação com 2024, quando a Raposa desembolsou R$ 89,6 milhões para essas mesmas finalidades. O aumento expressivo nos gastos com luvas e comissões pode ser atribuído às contratações de impacto realizadas pelo Cruzeiro, como Gabigol e Dudu, que chegaram ao clube sem custos de transferências por estarem livres no mercado.
Nestes casos, os valores destinados a luvas e comissões tendem a ser consideravelmente maiores. De acordo com o balanço divulgado pelo clube mineiro, as luvas são definidas como "valores devidos aos atletas a título de incentivo para sua anuência à assinatura do contrato com o clube". Já as comissões são descritas como "valores devidos a agentes, que representam atletas, geralmente calculados como percentual sobre o contrato ou transação de transferência".
Os números detalhados mostram a evolução dos gastos entre 2024 e 2025:
- Luvas e bonificações em 2025 somaram R$ 64,7 milhões, um aumento em relação aos R$ 46,4 milhões gastos em 2024.
- Comissões em negociações em 2025 atingiram R$ 75,9 milhões, valor significativamente maior que os R$ 43,2 milhões do ano anterior.
- No total, o Cruzeiro desembolsou R$ 140.627.000 milhões em 2025, contra R$ 89.743.000 milhões em 2024, representando um crescimento de aproximadamente 57%.
Esse aumento substancial nos investimentos com luvas e comissões reflete a estratégia agressiva do Cruzeiro no mercado de transferências, especialmente na contratação de jogadores livres de alto perfil, como os mencionados Gabigol e Dudu. Embora essas contratações não tenham envolvido valores de transferência, os custos associados às luvas e comissões de agentes foram significativos.
O balanço financeiro de 2025 do Cruzeiro também revelou outros aspectos importantes da gestão do clube, incluindo informações sobre déficit, dívida, receitas e patrimônio. Destaca-se o aumento de mais de 100% na receita líquida do clube em comparação com o ano anterior, além de um faturamento superior a R$ 30 milhões com negociações de atletas durante o período.
O investimento expressivo em luvas e comissões demonstra a disposição do Cruzeiro em fortalecer seu elenco, mesmo que isso signifique um aumento considerável nas despesas operacionais. A estratégia parece estar alinhada com os objetivos esportivos do clube, que busca retomar seu protagonismo no cenário nacional após períodos de dificuldades financeiras e esportivas.