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Quatro pessoas foram presas por tráfico de drogas após a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) atender a uma denúncia no bairro Eldorado, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os militares encontraram porções de maconha e ecstasy em uma bolsa roxa guardada no quarto onde três dos quatro suspeitos residiam. Ao chegarem na residência, os policiais foram recebidos por duas idosas - a proprietária de quase 90 anos e sua filha, na casa dos 60.
As senhoras afirmaram desconhecer a denúncia, mas informaram que a neta de 19 anos morava em um dos quartos da casa com seu namorado de 21 anos e um amigo de 19 anos. Durante a abordagem policial, o rapaz de 21 anos assumiu a responsabilidade pelo crime, revelando detalhes sobre o esquema de tráfico.
O jovem afirmou que começou a traficar enquanto se recuperava de ferimentos causados por facadas, tendo mais de cinquenta pontos na barriga e seis perfurações nas costas. Segundo seu depoimento, ele recebia os pedidos de drogas através das redes sociais e realizava as entregas a pé pela região de Contagem, operando um sistema de delivery.
O suspeito tentou isentar sua namorada e o amigo de envolvimento, alegando que eles desconheciam suas atividades ilícitas. Posteriormente, os militares prenderam um quarto suspeito, de 26 anos, apontado como o fornecedor das drogas. Em sua residência, também localizada no bairro Eldorado em Contagem, foram encontradas mais porções de entorpecentes. Em entrevista à Itatiaia, o amigo de 19 anos negou conhecimento sobre o tráfico.
Ele contou que havia se mudado para a casa após ser expulso da residência de sua família em Nova Lima por não passar o ano novo com eles. "Eu morava em Nova Lima e eu mudei pra cá. E eu comecei a fazer faculdade, só que aí eu deixei a faculdade para poder ajudar eles a cuidar do – namorado da amiga –, porque ele tava com mais de quase cinquenta pontos na barriga e tomou seis facadas nas costas. Eu vim pra ajudar eles e eu não sabia sobre isso, não sabia nada, morava juntos mas eu não sabia, nunca vi isso lá dentro", relatou o suspeito.
No entanto, o terceiro sargento do 39° Batalhão, Anderson de Castro Soares, questionou essa versão. O militar destacou que o odor característico da droga no quarto tornaria impossível alguém morar no ambiente sem perceber o que estava acontecendo. "Difícil não saber, o cheiro é bem característico, para fazer o preparo da droga requer certa... Ele tem que manusear na frente deles, dificilmente… eles não trabalham, não estudam, então, eles ficam no quarto o tempo todo. Como ele não ia ver nada? E toda hora o cara saindo, e o cara como eles falaram que o cara tava debilitado, tava ali pra se recuperar… ver um cara debilitado toda hora saindo para entregar a droga é meio complicado", analisou o militar.