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O Boletim da Conab revelou um aumento significativo nos preços de hortaliças e frutas comercializadas na Ceasa Minas durante o mês de março. Este cenário foi impulsionado principalmente pelo encerramento de safras de diversos produtos e pelo aumento nos custos de frete, fatores que pressionaram os valores praticados no maior entreposto comercial de Minas Gerais.
De acordo com o relatório divulgado, os produtos hortifrutigranjeiros apresentaram elevações expressivas, com destaque para alguns itens específicos que lideraram as altas no período analisado. A cebola registrou o maior aumento percentual entre todos os produtos monitorados, com uma elevação de 69,35% em seu preço médio. Este salto foi atribuído principalmente à redução da oferta no mercado mineiro e ao aumento dos custos logísticos para trazer o produto de outras regiões produtoras. * A cenoura apareceu em segundo lugar no ranking de maiores altas, com um incremento de 34,9% em seu valor.
Especialistas da Ceasa Minas apontam que fatores climáticos afetaram a qualidade e quantidade da oferta, resultando na pressão sobre os preços. O tomate completou o trio de hortaliças com maiores elevações, apresentando um aumento de 30,21%. A sazonalidade da produção e o encerramento de ciclos de colheita em importantes regiões fornecedoras contribuíram para esta alta significativa.
No segmento das frutas, embora as elevações tenham sido menos expressivas que as observadas nas hortaliças, alguns itens também registraram aumentos consideráveis nos preços praticados na Ceasa Minas. O mamão teve um incremento de 19,37% em seu valor médio, enquanto a banana subiu 16,4% no período analisado. Em contrapartida, nem todas as frutas seguiram a tendência de alta. O levantamento da Conab identificou que a laranja e a maçã apresentaram retração nos valores médios negociados no entreposto mineiro, oferecendo algum alívio para consumidores e comerciantes que dependem destes produtos.
O cenário de alta nos preços dos hortifrutigranjeiros na Ceasa Minas ocorre em um momento em que outros setores da economia mineira também enfrentam desafios. O saldo de pequenas empresas em Minas Gerais totalizou 22.274 unidades no primeiro bimestre de 2026, representando uma queda expressiva de 46% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 41.075 unidades. Outro dado relevante sobre a economia mineira refere-se ao aproveitamento de incentivos à inovação.
Um levantamento da Grownt com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação mostrou que apenas 348 empresas mineiras acessam os benefícios da Lei do Bem, embora aproximadamente 2,5 mil empreendimentos no Estado estejam aptos por operarem no regime de lucro real. As variações de preços na Ceasa Minas são um importante termômetro para o mercado varejista, uma vez que os valores praticados no entreposto tendem a se refletir nas gôndolas dos supermercados e feiras livres em todo o estado, impactando diretamente o orçamento das famílias mineiras.