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Uma família de brasileiros foi morta em um ataque do Exército de Israel no domingo (26/4) na cidade de Bint Jbeil, sul do Líbano. A brasileira Manal Jaafar, seu filho brasileiro Ali Ghassan Nader, de 11 anos, e o pai libanês Ghassan Nader faleceram quando um bombardeio das Forças de Defesa de Israel atingiu sua residência. Um outro filho do casal, também de nacionalidade brasileira, foi ferido e encontra-se hospitalizado.
De acordo com informações divulgadas em uma página de rede social pró-Palestina, a família havia retornado à sua casa para recolher pertences pessoais, confiando que estariam protegidos pelo acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo xiita Hezbollah. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou as mortes na segunda-feira (27/4) e emitiu uma nota condenando as violações do cessar-fogo.
Na declaração oficial, o governo brasileiro expressou: "Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah". A nota continua afirmando que o Brasil "Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses".
O ataque que vitimou a família brasileira não foi um caso isolado. Somente no domingo, ataques israelenses resultaram em pelo menos 14 mortes e 37 feridos, conforme informado pelo governo libanês. Dados do Ministério da Saúde do Líbano revelam um quadro ainda mais alarmante: desde 2 de março, operações militares israelenses teriam causado 2.521 mortes e deixado 7.804 pessoas feridas no país.