
Suspeito de crime sexual em prédio no centro de BH — Foto: TV Globo/ Reprodução
Um homem de 46 anos foi indiciado nesta sexta-feira (10) por registro não autorizado de intimidade sexual e furto após um incidente ocorrido no vestiário feminino de uma academia localizada no bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte. A vítima, uma policial militar, percebeu um celular posicionado dentro do box enquanto tomava banho após seu treino.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. Segundo as investigações da Polícia Civil de Belo Horizonte, o suspeito apresenta um histórico criminal extenso, incluindo casos anteriores de crimes sexuais, o que levou as autoridades a classificá-lo como de "grande periculosidade". "Ele já tinha duas passagens por estupro de vulnerável, uma passagem por estupro simples e sendo este o quarto delito de natureza sexual cometido pelo autor. Além disso ele registra diversas passagens por crimes contra o patrimônio como roubo furto e receptação", afirmou a delegada Larissa Mascotte, responsável pelo caso.
A investigação revelou uma sequência de eventos preocupantes:
* A vítima estava tomando banho no vestiário da academia quando percebeu um celular posicionado estrategicamente dentro do box para capturar imagens dela nua
* Ao se enrolar na toalha, a policial militar avistou o suspeito, gritou por socorro, momento em que o homem fugiu do local
* Câmeras de segurança da academia foram fundamentais para a identificação do suspeito, que havia planejado cuidadosamente o crime
* As autoridades descobriram que o homem era matriculado em outra unidade da mesma rede de academias e deslocou-se propositalmente para o bairro Floresta com o objetivo de cometer o crime longe de sua área de residência
Horas após o incidente na academia, o suspeito foi preso no Centro de Belo Horizonte por outro crime - um furto de notebook. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o homem possui oito passagens pelo sistema prisional desde 2006, demonstrando um padrão de comportamento criminoso recorrente.
O caso chamou atenção para questões de segurança em espaços como academias, especialmente em áreas reservadas como vestiários. A academia onde ocorreu o incidente não se pronunciou oficialmente sobre possíveis medidas de segurança adicionais após o ocorrido.
O indiciamento por registro não autorizado de intimidade sexual, somado à acusação de furto, poderá resultar em pena significativa caso o suspeito seja condenado pela justiça de Belo Horizonte. O Ministério Público agora analisará o inquérito para decidir sobre o oferecimento de denúncia formal contra o acusado.