
Safra de soja | Foto: CNA/Reprodução
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo sua estimativa de embarques de soja do Brasil em abril, reduzindo a projeção para 15,87 milhões de toneladas. O recuo representa uma queda de 3,2% em relação às 16,39 milhões de toneladas projetadas na semana anterior. Apesar da revisão, o volume ainda indica crescimento de 17,6% sobre os 13,50 milhões de toneladas exportados em abril de 2026.
A entidade mantém um intervalo de projeção entre 14,90 milhões e 16,83 milhões de toneladas para o mês. Além da soja, a Anec também revisou para baixo a estimativa de embarques de farelo de soja em abril, que passou de 3,06 milhões de toneladas para 2,75 milhões de toneladas, uma queda de 10,1% na comparação semanal. Se confirmado, o volume ficará 27,9% acima dos 2,15 milhões de toneladas embarcados em abril do ano anterior.
No caso do milho, a projeção para abril recuou de 343,5 mil toneladas para 268,2 mil toneladas, queda de 21,9% na comparação semanal, mas ainda superando em mais de cinco vezes as 48,3 mil toneladas embarcadas em abril de 2024. Na semana encerrada em 25 de abril, os portos brasileiros registraram embarques de 3,49 milhões de toneladas de soja, 873,2 mil toneladas de farelo de soja e 83,8 mil toneladas de milho, de acordo com o relatório da Anec. Os principais volumes de soja saíram pelo porto de Santos (1,42 milhão de toneladas), seguido por Paranaguá (413,4 mil toneladas) e Barcarena (377,3 mil toneladas).
No acumulado de janeiro a abril, considerando as projeções para o mês, o Brasil deve atingir entre 41,98 milhões e 43,91 milhões de toneladas de soja exportadas. O farelo de soja deve totalizar 8,08 milhões de toneladas, enquanto o milho deve somar 5,48 milhões de toneladas. A China se manteve como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a março, absorvendo 75% dos embarques, seguida por Espanha (5%) e Turquia (4%). Para o milho, o Egito liderou as compras com 29% do total, seguido por Vietnã (20%) e Irã (20%). A Anec ressalta que os números podem sofrer ajustes, uma vez que são baseados na programação de embarques e podem ser afetados por condições específicas de cada porto, além de fatores climáticos e logísticos.