
Foto: AGU/Reprodução
Durante sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, elogiou publicamente o ministro André Mendonça, classificando-o como "um dos melhores" do Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão, iniciada na manhã desta quarta-feira (29/4), já ultrapassava cinco horas de duração no momento da declaração. A menção a André Mendonça ocorreu quando o senador Esperidião Amin (PP-SC) questionou Messias sobre sua idade, de 46 anos. Em resposta, o advogado-geral recorreu à trajetória do ministro como referência. "Tenho um irmão de fé, um amigo, um grande jurista e um admirador que, anos antes, esteve aqui sentado nesta cadeira, em processo de sabatina, na mesma faixa etária que eu, ocupando o mesmo cargo que eu ocupava e, hoje, é um dos melhores ministros da Suprema Corte", afirmou Messias. I
ndicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça teve papel ativo na articulação política em favor da indicação de Messias. O ministro intercedeu diretamente junto a senadores para pedir votos favoráveis ao advogado-geral, cuja aprovação é considerada incerta em razão da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo. A proximidade entre os dois é anterior à sabatina. Há cerca de 15 dias, no dia 15 de abril, André Mendonça ministrou uma aula magna na Advocacia-Geral da União (AGU), ocasião em que a Escola Superior da AGU lançava o mestrado profissional em Direito e Advocacia Pública.
Mendonça, que ocupou o cargo de advogado-geral da União entre 2019 e 2020, dividiu a mesa da solenidade com Messias. Para avançar na sabatina, Messias precisa conquistar ao menos 14 dos 27 votos disponíveis na CCJ do Senado. Após essa etapa, a indicação de Lula será levada ao plenário, onde serão necessários no mínimo 41 dos 82 votos para a aprovação definitiva. A expectativa é que o advogado-geral consiga passar por ambas as etapas, ainda que com votação próxima ao mínimo exigido.