Tragédia na Zona da Mata mineira ainda tem um desaparecido e mais de 8 mil desalojados; mortos são 72

Tragédia na Zona da Mata mineira ainda tem um desaparecido e mais de 8 mil desalojados; mortos são 72

Tragédia em Juiz de Fora e Ubá deixa 72 mortos após chuvas históricas na Zona da Mata mineira, com uma pessoa ainda desaparecida

As chuvas históricas que atingiram a Zona da Mata mineira na última semana resultaram em 72 mortes, conforme confirmação da Polícia Civil de Minas Gerais neste domingo, 1º de março. Os municípios mais afetados foram Juiz de Fora e Ubá, onde temporais provocaram deslizamentos de terra, enchentes e colapsos de imóveis.

Em Juiz de Fora, o número de vítimas fatais chegou a 65 pessoas, incluindo 15 crianças e adolescentes. O último corpo encontrado foi o de Pietro Cesar Teodoro Freitas, de 9 anos, localizado no bairro Paineiras no sábado, 28. Três corpos ainda aguardam perícia e identificação para serem liberados às famílias.

* As equipes de resgate conseguiram salvar 51 pessoas com vida em Juiz de Fora, realizando operações ininterruptas com apoio de cães farejadores e drones.

* Em Ubá, foram confirmadas sete mortes, todas de adultos, com os corpos já liberados aos familiares. Uma pessoa permanece desaparecida, e 145 pessoas foram resgatadas com vida.

* O impacto dos temporais deixou mais de 500 pessoas dependendo de abrigos públicos em Juiz de Fora, além de 8 mil desalojados temporariamente na casa de parentes ou amigos. Em Ubá, são 732 desalojados e 26 desabrigados.

Situação Crítica em Juiz de Fora

Juiz de Fora ocupa a nona posição entre as cidades brasileiras com maior população em áreas de risco, com aproximadamente 130 mil pessoas expostas a deslizamentos, inundações e enxurradas, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

O município, que é o quarto mais populoso de Minas Gerais, possui características geográficas que o tornam especialmente vulnerável: relevo acidentado com vales e encostas, clima tropical de altitude e histórico de altos índices pluviométricos. O Rio Paraibuna, que atravessa parte da cidade, é responsável pelo escoamento de toda a bacia da área urbana.

Fevereiro de 2026 registrou recordes históricos de precipitação em Minas Gerais. Apenas entre os dias 22 e 24, Juiz de Fora registrou 229,9 mm de chuva, volume superior à média mensal de 170,3 mm, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia.

As autoridades mantêm o alerta para que os moradores não retornem às áreas afetadas. O tenente-coronel Wenderson Duarte Marcelino, coordenador estadual adjunto da Defesa Civil, alertou: “Temos os morros ainda encharcados e fraturados. Assim, é muito importante que a população entenda que o risco permanece”.

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