Pesquisa AtlasIntel mostra rejeição

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Uma nova pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com o jornal “O Estado de S. Paulo” revelou um índice histórico de desconfiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento indica que 60% dos entrevistados não confiam no trabalho dos ministros, enquanto apenas 34% manifestaram confiança, com 6% sem posição definida.
O estudo, conduzido entre 16 e 19 de março de 2026, com 2.090 entrevistados e margem de erro de 2 pontos percentuais, demonstra uma deterioração significativa na imagem da Corte, especialmente após o caso Master. A pesquisa revela que 97,6% dos brasileiros conhecem o escândalo, sendo que 74,7% afirmam conhecer detalhes do caso.
* O ministro Dias Toffoli lidera o ranking de rejeição com 81% de avaliação negativa, situação agravada por seu envolvimento em negócio de um resort familiar com empresa ligada a Vorcaro
* André Mendonça, atual relator do caso Master, é o único ministro com saldo positivo, apresentando 43% de aprovação contra 36% de rejeição
* Para 59,5% dos entrevistados, a maioria dos ministros não demonstra competência e imparcialidade nos julgamentos
* A Polícia Federal aparece como a instituição mais confiável, com 56% de avaliações positivas
* As polícias Civil e Militar compartilham o segundo lugar com 55% de confiança
* Igreja Católica (49%), Banco Central (45%) e TSE (42%) completam o ranking das instituições mais bem avaliadas
* O Congresso Nacional apresenta o pior resultado, com apenas 9% de confiança
* O governo federal registra 59% de percepção negativa contra 37% de positiva
* As Forças Armadas enfrentam desconfiança de 60% dos entrevistados, com apenas 27% manifestando confiança
A deterioração da imagem do STF pode ser observada na série histórica da pesquisa. Em janeiro de 2023, 45% dos entrevistados confiavam na Corte, contra 44% que não confiavam. Em agosto de 2025, a desconfiança já havia aumentado para 51,3%, com 48,5% mantendo a confiança na instituição.
O atual cenário de desconfiança se estabelece em um momento delicado, após o julgamento dos casos relacionados à trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, além das recentes investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.