Uma das possíveis vítimas é uma adolescente de 14 anos

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Um caso de estupro coletivo em Copacabana, Rio de Janeiro, ganhou novos desdobramentos após outras vítimas relatarem situações semelhantes envolvendo o mesmo grupo de agressores. O caso inicial, ocorrido em 31 de janeiro, envolveu uma adolescente de 17 anos que foi atraída para um apartamento no bairro.
Após a divulgação do caso, novas vítimas começaram a se manifestar, revelando um possível padrão de comportamento dos agressores. Uma mãe relatou ao programa Fantástico que sua filha, na época com 14 anos, também foi vítima de integrantes do mesmo grupo há três anos.
“Ela falou que também foi vítima de dois deles, pelo menos dois deles e, tinha um terceiro, que era maior. Que não aparece nessas, na lista, né? De procurados desse caso. Mas que estavam sempre juntos. Eu só ouvi isso. Eu só ouvi aconteceu, eles fizeram a mesma coisa comigo há três anos atrás. E eu não, eu não tive estômago. Eu não tive estômago”, relatou a mãe.
Outra jovem, hoje maior de idade, compartilhou sua experiência de abuso em uma festa por um dos acusados: “Aí ele teve uma hora que ele pediu pra eu praticar sexo oral nele, eu falei que eu não ia fazer aquilo, muito menos ali, aí ele falou, não, só um pouco, só um pouco, eu falando, não vou fazer isso, vamos voltar pra festa, e ele começou, enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar a minha cabeça pra baixo, e eu falei, Vitor, eu não vou fazer isso aqui, e aí nisso ele continuou, só que eu já tava muito fraca, e aí eu acabei, assim, minhas pernas meio que cederam, eu cai, ele comeliu a forçar um sexo oral nele”
No caso mais recente em Copacabana, a vítima foi atraída pelo ex-namorado, menor de idade, até o apartamento. Ela foi obrigada a praticar atos sexuais com quatro jovens maiores de idade, sendo agredida e impedida de deixar o local. O exame de corpo de delito confirmou as lesões.
Os quatro acusados responderão por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. O menor envolvido teve representação socioeducativa requerida pelo Ministério Público por atos infracionais análogos.