Parecer cita necessidade de cuidados contínuos por causa do estado de saúde; hospital aponta melhora clínica, mas mantém tratamento e monitoramento por ...

PGR defende prisão domiciliar para Bolsonaro; decisão caberá a Moraes
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) apoiando a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão final será tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a condição de saúde do ex-presidente requer cuidados específicos que seriam mais adequadamente prestados em ambiente familiar. “Está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, declarou Gonet.
* Bolsonaro está internado desde 13 de março, apresentando melhora progressiva do quadro de pneumonia
* O hospital informou que o ex-presidente não apresenta mais sinais de sepse e mantém estabilidade hemodinâmica
* Houve suspensão do uso de oxigênio após 24 horas da admissão hospitalar
* Foi registrada melhora significativa dos sintomas, incluindo dispneia, astenia e prostração
* Os biomarcadores inflamatórios e infecciosos também apresentaram evolução positiva
Apesar da melhora, o ex-presidente ainda necessita continuar o tratamento com antibióticos e permanecer sob monitorização clínica por um período de 7 a 14 dias, dependendo de sua evolução clínica e laboratorial. O hospital ressalta que a continuidade do acompanhamento médico é fundamental para sua recuperação completa.
A manifestação da PGR enfatiza que o sistema prisional atual não oferece as condições necessárias para o adequado monitoramento da saúde de Bolsonaro, tornando o ambiente familiar mais apropriado para sua recuperação e cuidados médicos contínuos.