Ana Carolina Oliveira relembra tragédia e diz que dor virou luta e propósito

Isabella e sua mãe Ana Carolina
Dezoito anos após a morte trágica de Isabella Nardoni, sua mãe Ana Carolina Oliveira prestou uma tocante homenagem neste domingo (29), data que marca o aniversário do caso que comoveu o Brasil em 2008.
Por meio de um vídeo compartilhado nas redes sociais, Ana Carolina refletiu sobre a perda da filha e como transformou sua dor em um propósito maior. Isabella tinha apenas 5 anos quando foi vítima de um crime brutal em São Paulo.
Ana Carolina descreveu o dia como o momento mais difícil de sua vida, compartilhando questionamentos que a acompanharam ao longo dos anos sobre como seria sua família hoje se a filha ainda estivesse presente. "Uma história foi rompida", declarou Ana Carolina. No entanto, ela enfatizou que a trajetória de Isabella transcendeu a tragédia, assumindo um significado mais amplo que impactou a sociedade brasileira.
Com o passar do tempo, Ana Carolina conseguiu identificar um importante legado deixado pela filha. Esse legado se converteu em uma causa dedicada a dar visibilidade a crianças em situação de vulnerabilidade e violência. "Se transformou em luta, em propósito e em transformar vidas", afirmou.
A vereadora ressaltou que recordar Isabella diariamente também significa reconhecer a presença da violência em diferentes contextos sociais. "Se ela me deixou aqui para ser essa voz, assim eu vou honrar", declarou, acrescentando que encontrou apoio ao longo dos anos e que "hoje somos muitos".
O caso Isabella Nardoni chocou o país pela sua brutalidade. Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, a menina foi agredida e asfixiada dentro do apartamento do pai, na Zona Norte de São Paulo, antes de ser arremessada do sexto andar do edifício.
Alexandre Nardoni, pai de Isabella, e Anna Carolina Jatobá, sua madrasta, foram acusados e condenados pelo crime em 2010, apesar de terem negado envolvimento durante todo o processo. Jatobá recebeu sentença de 26 anos de prisão, enquanto Alexandre foi condenado a 30 anos. Atualmente, ambos progrediram para o regime aberto, ela em 2023 e ele em 2024.