Greve teve início na terça (17)

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A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) enfrenta uma paralisação que resultou no adiamento de mais de 30 cirurgias eletivas em seus hospitais em Belo Horizonte. A greve, iniciada na terça-feira (17), impactou significativamente o funcionamento da rede hospitalar.
O Hospital João XXIII foi o mais afetado pela paralisação, com 23 procedimentos adiados, enquanto o Complexo de Especialidades, que inclui os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti, registrou oito cancelamentos. As cirurgias de urgência e emergência continuam sendo realizadas normalmente.
* A administração da Fhemig informou que as equipes assistenciais estão em contato com os pacientes afetados para reavaliação clínica e reorganização das agendas
* Casos que “demandam maior atenção” receberão prioridade no reagendamento
* A instituição mantém monitoramento contínuo da situação para garantir o funcionamento regular dos serviços hospitalares
* A greve teve início às 7h de terça-feira, após assembleia em frente ao Hospital João XXIII
* Os trabalhadores contestam a proposta de reajuste salarial, considerada insuficiente para cobrir as perdas inflacionárias dos últimos três anos
* A categoria reivindica o fim de descontos indevidos nos salários
* Também são solicitadas melhorias nas condições de trabalho e cumprimento de acordos anteriores
Em nota, a Fhemig declarou: “A Fhemig acompanha a situação de forma contínua e adota as providências necessárias para garantir o funcionamento regular dos serviços hospitalares, reafirmando seu compromisso com o cuidado, a responsabilidade e a qualidade da assistência prestada à população usuária do SUS”.
A rede Fhemig em Belo Horizonte é composta por importantes unidades como o Hospital João XXIII, Hospital Infantil João Paulo II, Hospital Eduardo de Menezes, Hospital Júlia Kubitschek e Hospital Alberto Cavalcanti, todos atendendo diferentes especialidades pelo SUS.