Gleisi anuncia saída do governo Lula para disputar o Senado

ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
Ministra deixará cargo na Secretaria de Relações Institucionais para disputar vaga no Senado pelo Paraná, junto com outros 18 ministros que devem sair
A ministra Gleisi Hoffmann anunciou que deixará o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) na próxima quarta-feira, 1º de abril. A decisão está relacionada à sua candidatura para uma das duas vagas disponíveis no Senado pelo Paraná, fazendo parte de um movimento maior que inclui a saída de outros 18 ministros do governo Lula. Em conversa com jornalistas nesta segunda-feira, 30, Gleisi Hoffmann comentou sobre a transição: "O presidente ainda está definindo, está conversando. Tem essa questão mais política também, as janelas partidárias e acho que ele vai considerar isso. Até o final da semana ele decide. Se não tiver ninguém, deve ficar alguém interino, talvez o secretário-executivo".
Mudanças no Governo
O presidente Lula realizará uma reunião ministerial na terça-feira, 31, para fazer um balanço do trabalho dos ministros que deixarão seus cargos. O prazo de descompatibilização se encerra no sábado, 4. Aproximadamente 19 ministros, incluindo Gleisi, devem deixar seus cargos para participar das eleições.
A ministra também abordou outros temas relevantes, como a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ela, Lula não pretende aguardar o fim das eleições para enviar a mensagem ao Senado, embora ainda não haja previsão de reunião com o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre.
Sobre o cenário eleitoral, Gleisi Hoffmann comentou a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), caracterizando-o como uma figura mais "agressiva" em comparação a outros possíveis candidatos do PSD. Ela prevê uma polarização entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com Caiado permanecendo na "periferia" das eleições. Por fim, a ministra manifestou expectativa positiva quanto à sanção, sem vetos, do projeto de lei que torna obrigatório o uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores de mulheres, medida que integra o programa federal de combate ao feminicídio.