Defesa desmente morte cerebral e diz que ‘Sicário’ segue internado em estado grave em BH

Defesa desmente morte cerebral e diz que ‘Sicário’ segue internado em estado grave em BH

Defesa de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, desmente morte cerebral e confirma que ele permanece em tratamento intensivo após tentativa de suicídio

A defesa de Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, confirmou nesta quinta-feira (5) que ele continua internado em estado grave no Hospital João 23, em Belo Horizonte (MG). A informação contradiz relatos anteriores da Polícia Federal que haviam confirmado sua morte cerebral após uma tentativa de suicídio na prisão.

Segundo a defesa, citando boletim médico das 17h, “o quadro clínico do Luiz Phillipi não sofreu alteração desde a última atualização de ontem, às 22h. O quadro permanece grave e o paciente se encontra no CTI e até o momento, não há indicativo clínico para início do protocolo de morte encefálica”.

Tentativa de Suicídio e Socorro

* Após sua prisão pela Polícia Federal, Mourão tentou se enforcar usando a própria camisa nas dependências da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais
* Agentes federais presentes no local prestaram os primeiros socorros, iniciando procedimentos de reanimação
* O SAMU foi imediatamente acionado para realizar o atendimento emergencial

Atuação Criminal

* Conhecido como “Sicário”, Mourão era o coordenador operacional do núcleo de intimidação da organização criminosa liderada por Daniel Vorcaro
* Recebia aproximadamente R$ 1 milhão mensais para executar ordens do banqueiro
* Liderava um grupo informal denominado “A Turma”, responsável por ações de intimidação e monitoramento

Mourão coordenava atividades de vigilância e coleta de informações sobre pessoas consideradas adversárias do grupo, incluindo jornalistas, ex-funcionários e críticos do Banco Master. Entre suas atividades estava a articulação de medidas para remover conteúdos e derrubar perfis em plataformas digitais, usando inclusive documentos falsos que simulavam solicitações oficiais de órgãos públicos.

A investigação da Polícia Federal revelou diversas mensagens trocadas entre Vorcaro e “Sicário”, evidenciando ordens diretas de intimidação, incluindo casos em que o banqueiro ordenou “moer sua empregada” e “dar sacode no chef de cozinha”, além de ameaças a um jornalista.

O termo “Sicário”, que se tornou seu apelido, refere-se tradicionalmente a assassinos de aluguel, pessoas que cometem homicídios mediante pagamento.

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