Claudia Matarazzo: ‘Mesa formal: relaxe e não pague mico’

Claudia Matarazzo: ‘Mesa formal: relaxe e não pague mico’

Saiba como se comportar em eventos oficiais e de negócios com dicas essenciais para aproveitar sem gafes ou constrangimentos

Refeições formais – sejam em atos oficiais, publicos ou mesmo a negócios em empresas privadas – requerem um pouco mais de atenção. E não, não dá para “dar jeitinho” ou  pedir para sentar com o acompanhante, caso sejam lugares marcados. Abaixo algumas dicas para você atravessar o evento com segurança e, mais importante, desfrutar de forma  mais eficiente.

Sem Sefies ou smartphones – fotos do prato, da decoração da mesa etc – não faça. Selfie com conhecidos pior ainda. Nesses encontros, os celulares  ficam literalmente invisiveis e, ainda que muita gente os apoie sobre a mesa você não vai passar esse recibo de dependência, certo?

Longe do Fofo/a –  em uma mesa com lugares marcados, dificilmente casais estarão sentados lado a lado:o protocolo manda que sejam separados para evitar brincadeiras com piadas internas, ou que discutam entre si para contar a “ versão correta” de algum assunto. Separados (mas perto, na frente ou dois lugares adiante) é mais fácil fazer os assuntos variarem e a troca de experiências é mais rica. Pedir para trocar de lugar é inadmissível tá? Há um protocolo rígido assim  precendencias envolvidas que não pode – nem deve – mudar conforme o capricho de algum mal avisado.

Sem abraços – em recepções mais formais não se abraça – agora, no pós 2020, menos ainda. Um aperto de mão olhando nos olhos é mais que suficiente. Mulheres idem: sem 3  beijinhos pra casar.

Sem acender cigarros – na maioria dos lugares públicos não se pode fumar e pronto. Em casas privadas, observe se há cinzeiros sobre a mesa. E, ainda assim, se tiver oportunidade pergunte se o anfitrião  se importa (se exitem cinzeiros provavelmente ele não liga). Ainda assim, só acenda o cigarro depois da sobremesa, junto ou depois do café.

Maneire na bebida – por melhor que seja e por mais abundante. A noite é longa e não convem ser lembrado como a pessoa que comprometeu o evento. A gente até pode achar que está “aguentando  bem” o álcool, mas, na verdade está perdendo a noção dos limites  – é simples assim.

Dieta liberada – não sofra por não poder comer isso ou aquilo por conta de dieta para emagrecer. Coma, elogie e participe. Casos de alergias etc não devem ser alardeados – tente substituir por outro  dos pratos servidos pois sempre há uma variedade pensada para isso.

Cumprimentos e apresentações- em eventos com autoridades, caso se encontre frente a frente com alguma delas, não se preocupe com “arrumar assunto”. Provavelmente alguem do cerimonial os apresentará (em muitos casos pedem o seu cartão para isso, portanto é sempre bom levar). E, se isso não acontecer, apresente-se muito brevemente: nome e sobrenome, ramo de trabalho e elogie o evento. Tudo em 15 segundos  – lembreque  a mesma autoridade tem que dar atenção a todos. Se ele/a  puxar conversa, ótimo, senão, evite monopolizar a atenção – para eles isso  torna-se um suplício .

Essas regras não mudam: o protocolo publico, corporativo ou oficial é praticamente o mesmo em qualquer lugar do mundo. Desconhece-las não é problema. Já, tentar dobrá- las e insistir em “dar um jeitinho” é prova  de arrogância – ou jequice mesmo!

@claumatarazzo

www.claudiamatarazzoensina.com.br

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Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo é jornalista, especialista em etiqueta e comportamento, autora de 22 livros e vencedora do Prêmio Abril de Jornalismo. Foi chefe do Cerimonial do Governo de SP por 7 anos, é consultora da Rede Globo e palestrante, com mais de 1 milhão de livros vendidos sobre moda, comportamento e inclusão.

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Claudia Matarazzo é jornalista, especialista em etiqueta e comportamento, autora de 22 livros e vencedora do Prêmio Abril de Jornalismo. Foi chefe do Cerimonial do Governo de SP por 7 anos, é consultora da Rede Globo e palestrante, com mais de 1 milhão de livros vendidos sobre moda, comportamento e inclusão.
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