Andréa Marins Dias foi baleada dentro do carro

Câmeras de agentes envolvidos na morte de médica no Rio estavam descarregadas
A médica oncologista Andréa Marins Dias, de 61 anos, morreu durante uma abordagem policial em Cascadura, Zona Norte do Rio de Janeiro. O incidente resultou no afastamento dos agentes envolvidos e gerou uma série de investigações sobre as circunstâncias da ação.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) confirmou que as câmeras corporais dos policiais não registraram a ocorrência devido às baterias estarem descarregadas, violando normas internas que exigem o retorno à unidade em caso de falhas nos equipamentos.
* No domingo (15/3), agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) realizavam buscas após denúncia sobre criminosos que estariam utilizando um veículo T-Cross branco para cometer assaltos na região
* Andréa Marins havia acabado de sair da casa dos pais quando foi abordada dentro de seu Corolla na Rua Palatinado
* Durante a abordagem, testemunhas registraram policiais batendo com fuzil na porta do veículo e gritando: “Desce irmão, vai morrer! Vai morrer, irmão, desce!”
* A médica foi encontrada sem vida dentro do veículo, que apresentava marcas de tiros na frente e atrás
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando o caso, e as armas utilizadas pelos agentes foram encaminhadas para perícia. A SEPM informou que está colaborando integralmente com as investigações através de sua área correcional.
O Ministério da Igualdade Racial oficiou o governo do estado do Rio de Janeiro solicitando esclarecimentos sobre o caso. A ministra Anielle Franco destacou a importância da trajetória profissional de Andréa Marins, que dedicou 28 anos ao cuidado da saúde das mulheres.
Andréa Marins era uma profissional com 32 anos de experiência em medicina, especializada em cirurgias oncológicas e saúde da mulher. Sua carreira incluiu residências médicas e atuação em importantes instituições como o Hospital Federal Cardoso Fontes e o Instituto Nacional de Câncer do Rio de Janeiro.
A SEPM emitiu nota lamentando a morte da médica e reafirmando seu compromisso com a investigação completa do caso.