A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manifestou seu apoio a Vinicius Júnior após o atacante do Real Madrid denunciar um suposto caso de racismo durante partida contra o Benfica, pela Champions League. O incidente ocorreu nesta terça-feira (17), no Estádio da Luz, em Lisboa, após o brasileiro marcar o gol da vitória por 1 a 0.
O episódio aconteceu quando Vinicius Júnior acusou o jogador Gianluca Prestianni, do Benfica, de proferir insultos racistas durante a partida. O jogo precisou ser interrompido para a aplicação do Protocolo Antirracismo.
* Após marcar um golaço aos cinco minutos do segundo tempo, Vinicius Júnior se dirigiu ao árbitro para relatar as supostas ofensas racistas proferidas pelo jogador do Benfica
* O jogo foi paralisado para cumprimento do Protocolo Antirracismo, gerando um momento de tensão em campo com discussões entre jogadores de ambas as equipes
* Durante o tumulto, o técnico José Mourinho, do Benfica, precisou conter Vinicius Júnior em meio ao bate-boca
* A partida foi reiniciada após oito minutos de interrupção
A CBF se manifestou através de suas redes sociais: “A CBF se solidariza com Vinícius Júnior, vítima de mais um ato de racismo nesta terça-feira, após marcar pelo Real Madrid contra o Benfica, em Lisboa. Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum”.
A entidade ainda completou: “Vini, você não está sozinho. Sua atitude ao acionar o protocolo é exemplo de coragem e dignidade. Temos orgulho de você. Seguiremos firmes na luta contra toda forma de discriminação. Estamos ao seu lado. Sempre”.
O Protocolo Antirracismo, implementado pela FIFA em 2024, estabelece que o árbitro pode interromper a partida quando identificar atos racistas, sinalizando com um “x” com os braços. Durante a paralisação, mensagens são exibidas no sistema de som do estádio e nos telões. Se o comportamento racista persistir, o jogo pode ser suspenso temporariamente ou, em casos extremos, encerrado definitivamente.