O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou nesta segunda-feira sua convicção sobre o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Valdemar, este apoio é fundamental para tentar livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
A declaração de Valdemar Costa Neto surgiu após cobranças públicas feitas por Eduardo Bolsonaro a Nikolas e Michelle, exigindo maior engajamento na campanha de Flávio. “Eu não tenho dúvida disso (apoio a Flávio). Nenhum dos dois (Nikolas e Michelle) quer ver o Bolsonaro preso pelo resto da vida. O Bolsonaro foi condenado a mais de 20 anos de prisão, isso é uma loucura. E se nós não vencermos a eleição, ele vai ficar mais oito anos fechado. Então, eles vão estar do lado dele (Flávio) no palco”, afirmou Valdemar durante evento do grupo Esfera Brasil.
O presidente do PL também defendeu Michelle Bolsonaro das críticas recebidas, explicando que ela “não tem tempo de fazer nada” devido aos cuidados que dedica ao marido preso. Valdemar destacou que Michelle prepara refeições diariamente para Bolsonaro, que está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
Em resposta às cobranças de Eduardo Bolsonaro, que apontou uma suposta “amnésia” de Nikolas e Michelle em relação à campanha, o deputado mineiro se defendeu após visitar Bolsonaro: “Primeiro, que eu discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que eu fui atacado injustamente”.
Valdemar Costa Neto também se envolveu em uma divergência com Carlos Bolsonaro sobre as articulações políticas do partido. Enquanto Carlos afirmou que seu pai estava elaborando uma lista de pré-candidatos para diversos cargos, Valdemar esclareceu que a atribuição de Bolsonaro se limita a indicar nomes ao Senado, ficando as definições estaduais a cargo do partido.
“Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores. Todos nós damos palpites em tudo. É normal. Sempre ouvimos nossos parceiros”, explicou Valdemar Costa Neto em entrevista.
Em resposta, Carlos Bolsonaro ressaltou que nunca afirmou que a família não dialoga sobre as indicações, defendendo que seu pai pode elaborar uma relação com os nomes que apoia, contando com o suporte do partido.