O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas críticas à Universidade Harvard durante a madrugada desta terça-feira, 3, acusando a instituição de antissemitismo e questionando o acordo judicial estabelecido com o governo americano referente ao tratamento dado a estudantes judeus no campus.
Em sua manifestação, Trump afirmou categoricamente que o governo “não quer mais nenhum contato com a Universidade Harvard no futuro” e elevou suas demandas ao declarar que agora “buscamos uma indenização de US$ 1 bilhão”. As declarações foram uma resposta direta a uma reportagem publicada pelo The New York Times na segunda-feira, 2, que mencionava um possível recuo da Casa Branca no acordo judicial.
O caso remonta a junho do ano passado, quando a administração Trump determinou que Harvard havia violado a lei federal dos direitos civis. A universidade foi acusada de ignorar as preocupações de estudantes judeus e israelenses que relataram se sentir ameaçados durante manifestações realizadas no campus em oposição ao conflito na Faixa de Gaza.
Na mesma publicação em que criticou Harvard, Trump não poupou o The New York Times, classificando o jornal como “decadente”. A declaração demonstra a continuidade das tensões entre o presidente e a imprensa tradicional americana.
A situação evidencia o crescente debate sobre antissemitismo nas universidades americanas e o papel das instituições de ensino na proteção dos direitos civis de todos os estudantes, especialmente em momentos de tensões políticas e conflitos internacionais.