O governador Tarcísio de Freitas enfrenta uma série de desafios políticos em São Paulo, principalmente relacionados à construção de sua chapa para as próximas eleições e às pressões do Partido Liberal (PL). O cenário atual apresenta múltiplas frentes de tensão, desde a pressão para sua filiação ao PL até decisões cruciais sobre candidaturas ao Senado.
A principal questão gira em torno da resistência de Tarcísio em deixar o Republicanos para se filiar ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador avalia que uma eventual mudança para o PL poderia posicioná-lo mais à direita do que pretende, possivelmente comprometendo alianças com partidos do Centrão em São Paulo.
* O PL intensificou esforços para indicar o candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio, sugerindo o nome de André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp)
* A movimentação ganhou força após Gilberto Kassab, presidente do PSD e secretário de Governo de São Paulo, anunciar a filiação de Ronaldo Caiado ao seu partido
* Existe uma tendência de manutenção do PSD na vice-governadoria, com Felício Ramuth como favorito para continuar no cargo
* A disputa pelas vagas ao Senado também gera tensão, com o deputado federal Guilherme Derrite (PP) praticamente confirmado para uma das vagas
* Tarcísio manifestou preferência por um nome de centro para a segunda vaga, contrariando a ala bolsonarista que defende candidatos mais alinhados ideologicamente, como Eduardo Bolsonaro e Marco Feliciano
* O governador demonstra preocupação com a possibilidade de não eleger senadores de seu grupo político, especialmente considerando potenciais candidaturas fortes da esquerda
Na área da Segurança Pública, mudanças recentes também geraram atritos. A nomeação de Henguel Pereira como secretário-executivo da pasta, considerado desafeto de Guilherme Derrite, promete intensificar as tensões políticas.
“Vamos fazer pesquisa, testar os nomes, para a gente ver quem tem mais aptidão para concorrer a essa segunda vaga do Senado. A gente sabe que vai ser uma eleição dura, disputada, e vamos procurar os melhores nomes para sermos muito competitivos”, declarou Tarcísio sobre a definição das candidaturas ao Senado.