Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos, foi preso por suspeita de assassinar três mulheres em uma padaria em Ribeirão das Neves, na Grande BH. O suspeito também é acusado de tentar matar o dono de uma oficina e seu filho no dia seguinte ao triplo homicídio.
O caso ganhou novos desdobramentos após a prisão do suspeito, que confessou ambos os crimes. Os eventos se desenrolaram da seguinte forma:
* Na noite de 4 de fevereiro, Magno Ribeiro invadiu uma padaria na Rua Josué Martins de Souza, no bairro Lagoa, onde assassinou três mulheres: Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, Ione Ferreira Costa, de 56, e Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos.
* No dia seguinte, 5 de fevereiro, o suspeito atacou uma oficina na mesma região, disparando seis vezes contra o proprietário e seu filho. Em entrevista, o dono do estabelecimento declarou: “Milagre os tiros não terem acertado nele e no filho”.
* O proprietário da oficina reconheceu Magno Ribeiro como sendo a mesma pessoa que havia solicitado emprego no local uma semana antes do ataque. As marcas dos disparos permaneceram nas paredes do estabelecimento.
A prisão foi efetuada pelo Grupo Especializado de Policiamento em Áreas de Risco (Gepar) na residência do suspeito, no bairro Céu Azul, região de Venda Nova em Belo Horizonte. Durante a operação, foram apreendidos uma arma de fabricação artesanal, carregador, cartuchos calibre .380, uma motocicleta branca, capacete, touca ninja e telefones celulares.
A confissão de Magno Ribeiro trouxe à tona um erro judicial, pois anteriormente um adolescente de 17 anos, ex-namorado de uma das vítimas, havia sido apreendido e autuado em flagrante pelo triplo homicídio. O advogado do jovem classificou a apreensão como o “maior erro judiciário de Minas Gerais”.
O caso modificou significativamente a rotina das famílias envolvidas. O dono da oficina, por exemplo, só retornou ao trabalho após a confirmação da prisão do suspeito.