Código de Conduta pode ser analisado

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma suas atividades nesta segunda-feira (2) após o recesso de fim de ano, com uma cerimônia que contará com a presença de diversas autoridades. O tribunal inicia 2026 com uma agenda repleta de temas relevantes, incluindo a discussão sobre a implementação de um Código de Conduta para magistrados e a pendente análise da indicação de Jorge Messias para a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
Entre os principais temas a serem debatidos pelo STF em fevereiro, destacam-se:
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A proposta, inspirada nas regras do Tribunal Constitucional da Alemanha, vem sendo discutida desde o ano passado pelo presidente Edson Fachin. A OAB-SP enviou uma proposta com 12 artigos que incluem:
* Restrições para ministros em julgamentos com relação de parentesco
* Proibição de participação em casos de interesse próprio
* Necessidade de agendamento público de audiências
* Regulamentação da participação em eventos jurídicos
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* 4 de fevereiro: Análise da resolução do CNJ sobre uso de redes sociais por magistrados
* 19 de fevereiro: Julgamento do “Programa Escola Sem Partido” de Santa Cruz de Monte Castelo (PR)
* 25 de fevereiro: Avaliação sobre crime de prevaricação para juízes e membros do MP
* 25 de fevereiro: Análise da validade de trechos do Pacote Anticrime
* 26 de fevereiro: Decisão sobre indulto natalino relacionado ao massacre do Carandiru
O tribunal também aguarda a análise do Senado sobre a indicação de Jorge Messias para ocupar a vaga aberta. A indicação, feita pelo presidente Lula, necessita de aprovação senatorial antes da posse do novo magistrado.
Entre as questões mais sensíveis está a ação que discute o uso de redes sociais por juízes, apresentada pela AMB e Ajufe, que questionam possíveis violações à liberdade de expressão. Também merece destaque o julgamento sobre o Programa Escola Sem Partido, que aborda questões relacionadas à doutrinação política e ideológica em sala de aula.
A retomada das atividades do STF marca um período importante para o judiciário brasileiro, com decisões que podem impactar significativamente o funcionamento do sistema judicial e diversas esferas da sociedade.