A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro na Sapucaí foi marcada por homenagens a personagens históricos do Brasil, com quatro escolas apresentando enredos que mesclaram política, arte e ancestralidade.
As escolas que se apresentaram no domingo trouxeram narrativas impactantes, começando com a Acadêmicos de Niterói, que em sua estreia no Grupo Especial, contou a história do presidente Lula, seguida pela Imperatriz Leopoldinense com sua homenagem a Ney Matogrosso, a Portela com o enredo sobre o Príncipe Custódio, e a Mangueira encerrando a noite com a história do Mestre Sacaca.
* A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles retratando a trajetória de Lula, desde sua infância em Pernambuco até a presidência. A atriz Rapaz interpretou Dona Lindu, mãe do presidente, enquanto Paulo Vieira deu vida a Lula. A primeira-dama Janja acompanhou o desfile de um camarote, sendo substituída por Fafá de Belém no último carro.
* A Imperatriz Leopoldinense trouxe um enredo sobre Ney Matogrosso, explorando sua potência artística e política. O próprio homenageado esteve presente e demonstrou empolgação com o desfile. A cantora Iza, rainha de bateria, usou uma fantasia inspirada no álbum “Pecado”.
* A Portela apresentou a história do Príncipe Custódio, importante líder dos cultos afro-gaúchos, utilizando tecnologia de drones em seu desfile. A escola enfrentou dificuldades técnicas com seu último carro alegórico, o que impactou sua evolução.
* A Estação Primeira de Mangueira encerrou a noite contando a história de Mestre Sacaca, curandeiro amazônico. Madalena Souza, sua viúva de 93 anos, emocionou-se ao ver a homenagem ao marido, com quem teve 14 filhos.
A noite foi marcada por depoimentos emocionantes, como o da compositora Teresa Cristina sobre o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói: “Contar a história sobre a ótica da mãe me pegou demais. Eu sou mãe. A gente quer o melhor pros nossos filhos, sabe?”