Rússia indica aceitar limite nuclear russo sob condições de limite similar aos EUA

Rússia indica aceitar limite nuclear russo sob condições de limite similar aos EUA

Ministro russo das Relações Exteriores afirma que Moscou manterá restrições nucleares se Washington respeitar os mesmos limites após fim do START

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, anunciou que a Rússia manterá as limitações em seu arsenal nuclear, mesmo após o fim do tratado Novo START, desde que os Estados Unidos mantenham o mesmo compromisso. A declaração foi feita durante pronunciamento ao Parlamento russo nesta quarta-feira (11).

Lavrov enfatizou que as restrições “continuarão em vigor, mas apenas se os Estados Unidos não ultrapassarem os limites mencionados” no acordo recentemente expirado. O ministro ressaltou que Moscou adotará uma postura “responsável” baseada na análise da política militar americana.

O cenário atual do controle de armas nucleares entre as duas potências encontra-se em um momento delicado, considerando que Rússia e Estados Unidos possuem os maiores arsenais nucleares do mundo. Desde 5 de fevereiro, quando o tratado Novo START expirou, não existe mais nenhum acordo bilateral que regule o desdobramento de armas atômicas entre os dois países.

Na semana anterior, o Kremlin informou que ambas as nações concordaram em manter uma abordagem “responsável” e prosseguir com as negociações sobre o tema. O Novo START, inicialmente assinado em 2010, estabelecia um limite de 1.550 ogivas estratégicas mobilizadas para cada lado, representando uma redução de aproximadamente 30% em relação ao limite anterior de 2002.

O acordo também permitia inspeções mútuas in loco dos arsenais nucleares, embora estas tenham sido suspensas em 2023. O ex-presidente americano Donald Trump, que não respondeu à proposta de prorrogação de Moscou, defendeu “um novo tratado aprimorado e modernizado”, argumentando que o acordo anterior havia sido “mal negociado” durante o governo Obama.

Os Estados Unidos manifestaram interesse em incluir a China nas futuras negociações de limitação de armas nucleares, proposta que Pequim rejeitou, alegando possuir um arsenal significativamente menor.

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