A iminente filiação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao União Brasil está sendo interpretada nos círculos políticos como uma resposta estratégica à recente movimentação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que deixou o partido Novo para se filiar ao PSD.
A mudança de Simões para o PSD gerou desconforto significativo para Rodrigo Pacheco, que até então era considerado a principal liderança do partido em Minas Gerais. Vale ressaltar que Pacheco é frequentemente mencionado como possível candidato apoiado pelo presidente Lula (PT) ao governo mineiro.
Com a provável transferência de Rodrigo Pacheco para o União Brasil, importantes mudanças no cenário político mineiro se desenham:
* A liderança do União Brasil em Minas Gerais passará para as mãos de Rodrigo de Castro, sinalizando uma nova configuração de forças no estado
* A federação União/PP pode retirar seu apoio à chapa de Mateus Simões, o que poderia comprometer a candidatura ao Senado de Marcelo Aro, do PP
* O comando da federação em Minas deve ficar sob a responsabilidade do atual prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião
Esta reconfiguração política demonstra como as movimentações partidárias podem impactar significativamente as alianças e estratégias eleitorais no estado.