RJ: argentina acusada de injúria racial tem grava vídeo e se diz com medo de ser presa

RJ: argentina acusada de injúria racial tem grava vídeo e se diz com medo de ser presa

Advogada argentina faz vídeo após decisão judicial e diz estar “morta de medo”. Ela é acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 29 anos, manifestou-se através das redes sociais após ter sua prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado na quinta-feira (5), a investigada expressou desespero diante da possibilidade de prisão, sendo acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema.

A 37ª Vara Criminal do Rio aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a prisão preventiva da advogada. O incidente ocorreu em 14 de janeiro, envolvendo acusações de ofensas racistas contra três funcionários do estabelecimento.

Detalhes do Incidente

* A confusão iniciou após um suposto erro no pagamento da conta, quando o gerente solicitou que Agostina aguardasse a verificação das câmeras de segurança
* Segundo o Ministério Público, a advogada teria se referido pejorativamente a um dos funcionários como “negro”
* Ao deixar o local, Agostina teria usado a palavra “mono” (termo em espanhol com conotação racista associada a macaco) e imitado gestos do animal
* O gerente registrou ocorrência na 11ª DP (Rocinha), relatando as ofensas raciais recebidas

Em sua defesa, Agostina publicou um vídeo afirmando: “Neste momento, recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia”.

Histórico Familiar

Agostina Páez é natural de Santiago del Estero, norte da Argentina, e filha de um empresário do ramo de transportes. Seu pai, Mariano Páez, responde por violência de gênero e foi preso em novembro por supostamente agredir e ameaçar sua ex-companheira, a advogada Estefanía Budan.

Como influenciadora digital, Agostina acumulou mais de 80 mil seguidores no TikTok, embora seu perfil esteja atualmente desativado, assim como sua conta no Instagram foi suspensa.

A investigada expressou preocupação com sua exposição pública, afirmando: “Tenho medo de que fazer este vídeo me prejudique, que meus direitos sejam ainda mais violados. Não posso falar sobre o que aconteceu, só espero que tudo seja esclarecido e resolvido da maneira correta”.

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