Produção de azeite no Brasil deve bater recorde em 2026

Produção de azeite no Brasil deve bater recorde em 2026

Produção nacional deve superar 624 mil litros registrados em 2023, com Rio Grande do Sul liderando a produção com 70% do volume total

A produção brasileira de azeite deve alcançar números históricos em 2026, após dois anos consecutivos de quebra de safra no Rio Grande do Sul. Segundo a Ibraoliva, a produção deverá ultrapassar o recorde anterior de 624 mil litros, registrado em 2023.

O setor olivícola brasileiro conta atualmente com aproximadamente 550 produtores, distribuídos em cerca de 200 municípios, abrangendo os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O Rio Grande do Sul mantém sua posição de liderança, concentrando a maior parte dos produtores e respondendo por 70% da produção nacional.

“Estamos sendo agraciados por condições climáticas positivas e vamos ter a maior safra da história da olivicultura brasileira. Quem sabe possamos atingir o sonho de produzir 1 milhão de litros de azeite de oliva extra virgem no Brasil”, declara Flávio Obino Filho, presidente do Ibraoliva.

Recuperação após período de queda

* A produção sofreu quedas significativas nos últimos dois anos, registrando 340 mil litros em 2024 e 240 mil litros em 2025, principalmente devido ao excesso de chuvas e alta umidade
* O preço do azeite, que foi considerado vilão da inflação com altas de 37% em 2023 e 20% em 2024, apresentou queda de 22% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026
* Produtores do Rio Grande do Sul relatam expectativa de duplicar sua produção, como a Estância das Oliveiras, que prevê atingir 15 mil litros

Fatores climáticos favoráveis

* O clima favorável, com inverno prolongado no Rio Grande do Sul e chuvas bem distribuídas, contribuiu para maior produção e qualidade das azeitonas
* A região da Serra da Mantiqueira enfrenta desafios próprios devido à topografia, com atraso na colheita por excesso de chuvas
* A proporção de produção mantém-se em 10 quilos de azeitona para cada litro de azeite extra-virgem

“O frio ajudou a ter uma produção melhor na época da floração e consequentemente da polinização, e as chuvas que vieram depois ajudaram a azeitona a ter mais azeite. Com todos esses fatores, do clima e do manejo, a gente prevê um rendimento maior também no momento da extração”, explica Rafael Marchetti, mestre de lagar e diretor da Prosperato.

Apesar do recorde na produção nacional, não há expectativa de redução significativa nos preços ao consumidor. O Brasil ainda supre menos de 1% da demanda interna, estimada em 100 milhões de litros anuais. O presidente da Ibraoliva ressalta que os azeites brasileiros são classificados como extra virgem super premium, destacando-se dos produtos importados, que frequentemente apresentam qualidade inferior.

“O azeite produzido no Brasil é extra virgem super premium. Nesta faixa, a nossa participação cresceu muito nos últimos anos e acredito que já tenhamos a maioria dos consumidores de azeite super premium comprando os azeites nacionais”, conclui Obino Filho.

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