Mpox avança em Minas Gerais e já soma cinco casos confirmados neste ano

Mpox avança em Minas Gerais e já soma cinco casos confirmados neste ano

Estado é o terceiro no ranking nacional da doença, atrás de SP e RJ; novas confirmações foram em Belo Horizonte e Formiga, todas em homens de 30 a 45 anos

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reportou um aumento nos casos de Mpox, com cinco confirmações registradas em 2026. Três destes casos foram identificados em Belo Horizonte, um em Contagem e outro em Formiga, no Centro-Oeste mineiro.

Os casos confirmados apresentam um padrão específico: todos os pacientes são do sexo masculino, com idade entre 30 e 45 anos. A SES-MG informou que os quadros evoluíram positivamente, sem complicações, resultando na recuperação completa dos pacientes.

Panorama Nacional

Minas Gerais ocupa a terceira posição no ranking nacional de casos de Mpox, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O Brasil contabiliza atualmente 88 casos confirmados da doença, segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde.

A infectologista do Lab-to-Lab Pardini, Melissa Valentini, explica que a Mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola humana, que foi erradicada globalmente em 1980. A doença apresenta duas principais linhagens genéticas: o clado 1, da África Central, associado a quadros mais graves, e o clado 2, da África Ocidental, que geralmente provoca formas mais brandas.

Sintomas e Transmissão

Os principais sintomas da Mpox incluem:
* Lesões na pele
* Aumento de ínguas
* Febre
* Dor de cabeça e no corpo
* Calafrios
* Fraqueza

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados, incluindo transmissão por saliva ou relações sexuais. O período de incubação varia tipicamente entre 3 e 16 dias, podendo se estender até 21 dias.

Prevenção e Tratamento

Para prevenir a contaminação, recomenda-se:
* Evitar contato com pessoas suspeitas ou confirmadas com a doença
* Utilizar equipamentos de proteção individual quando necessário
* Manter isolamento até o fim do período de transmissão
* Não compartilhar objetos de uso pessoal
* Reforçar a higiene das mãos

O diagnóstico é realizado através da coleta de material das lesões de pele e análise por PCR. Como ainda não existe um tratamento específico, o foco está no suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações, com a maioria dos casos apresentando evolução leve ou moderada.

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