A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei, com 135 votos favoráveis e 115 contrários, durante a madrugada desta sexta-feira. O projeto, que já havia sido aprovado pelo Senado no dia 12, sofreu alterações e agora retorna para nova votação na casa.
A reforma trabalhista representa uma das principais medidas do governo Milei para modernizar as relações de trabalho no país. O projeto busca reduzir a informalidade e a burocracia no mercado de trabalho argentino, além de adaptar a legislação às demandas do século XXI.
O gabinete presidencial celebrou a aprovação nas redes sociais, destacando os benefícios esperados: “A aprovação da lei significa criação de emprego registrado, menor informalidade, normas trabalhistas adaptadas ao século XXI, menor burocracia, maior dinamismo nas relações trabalhistas e, o mais importante de tudo, o fim da indústria do litígio na República Argentina”.
A oposição, representada pelo deputado Máximo Kirchner, criticou fortemente a medida, classificando-a como “um novo capricho do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao qual o presidente não pode dizer não”. Vale ressaltar que o FMI já manifestou apoio público à reforma.
Os sindicatos argentinos demonstraram sua insatisfação com a reforma através de manifestações e greves, evidenciando a polarização do debate em torno das mudanças propostas pelo governo Milei.