O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) anunciou que deve concluir o ressarcimento de aproximadamente 90% dos clientes do Banco Master até sexta-feira (6). O processo de pagamento aos 800 mil credores teve início em 19 de janeiro, com uma previsão total de desembolso de R$ 41 bilhões.
Daniel Lima, diretor-presidente do FGC, alertou sobre possíveis golpes relacionados ao processo de ressarcimento: “O FGC, essa semana, vai passar de 90% do valor financeiro em ressarcimentos e por volta desse percentual também do número de credores. E aí a gente deve ter na fila mais as pessoas jurídicas e casos especiais, como de menores e de espólios, que esses demoram um pouco mais por conta do tipo de documentação que é requerida.”
O modelo de negócios do Banco Master, que envolvia a garantia do FGC na venda de produtos e o uso de precatórios, foi considerado agressivo e gerou preocupações quanto aos riscos para o sistema financeiro. Esta situação levou o Conselho Monetário Nacional a implementar novas regras limitando o uso de precatórios como estratégia de negócios.
Em relação ao caso, o presidente Lula confirmou ter se reunido com Daniel Vorcaro, proprietário do Master, em dezembro de 2024. O encontro foi intermediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Durante a reunião, Lula afirmou: “O que eu disse para ele? Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central.”
No âmbito das investigações, a CPI do INSS remarcou o depoimento de Vorcaro para 26 de fevereiro. A comissão está investigando 250 mil contratos de empréstimos consignados do Banco Master que foram suspensos pelo INSS devido à ausência de documentação adequada ou assinatura dos beneficiários.
Paralelamente, no caso do Will Bank, também liquidado em janeiro pelo Banco Central, o FGC aguarda a lista de credores para iniciar o processo de ressarcimento, que deve levar entre 30 e 60 dias para começar.