Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, enfrentou uma grave crise na mobilidade urbana após intenso temporal que atingiu a cidade na noite de segunda-feira (23/2). O transporte público foi totalmente suspenso na terça-feira (24/2) devido aos extensos danos causados pelas chuvas, que estabeleceram um novo recorde histórico de precipitação para o mês de fevereiro.
A situação crítica levou a prefeitura a decretar estado de calamidade pública com validade de 180 dias, após diversos incidentes registrados pela cidade:
* A Avenida Brasil, no Centro, foi tomada por um grande volume de água, enquanto o Mergulhão foi fechado por medida de segurança. A Ponte Vermelha, no Bairro Santa Terezinha, foi interditada por volta das 21h40.
* No Bairro Progresso, houve registro de desabamento de residências, com moradores soterrados. O Bairro Vitorino Braga, na Zona Leste, tradicionalmente afetado por enchentes, novamente registrou ruas alagadas.
A administração municipal suspendeu as aulas para garantir a segurança de alunos e profissionais da educação, orientando a população a evitar deslocamentos desnecessários. A Defesa Civil reportou múltiplas ocorrências, incluindo deslizamentos de terra e alagamentos em diversos pontos da cidade.
O impacto das chuvas foi histórico para Juiz de Fora. Até as 10h de segunda-feira, o acumulado do mês atingiu 460,4 milímetros, superando o recorde anterior de 456 milímetros registrado em fevereiro de 1988. Vale ressaltar que no domingo (22/2), a cidade já havia enfrentado outro temporal significativo, com 36 ocorrências registradas pela Defesa Civil, incluindo 14 deslizamentos de terra e 12 alagamentos.