A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, manifestou-se sobre o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que apresentou um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no carnaval carioca. O desfile gerou polêmica e provocou reações da oposição, que alegou possível ilícito eleitoral.
Por meio de suas redes sociais, Janja compartilhou imagens do desfile e trechos do samba-enredo que faziam referência a Lula. Em sua manifestação, reproduziu a mensagem: “Lute pra vencer (SIM). Aceite se perder. Se o ideal valer, nunca desista”. A primeira-dama também endossou uma publicação da própria escola com a mensagem “A arte não é para os covardes”.
* Parlamentares governistas mantiveram-se discretos quanto ao rebaixamento da escola, enquanto políticos da oposição ironizaram o resultado
* O senador Flávio Bolsonaro declarou que “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo”
* Carlos Bolsonaro afirmou que a escola “desagradou a maioria, usou a máquina pública e ainda saiu do desfile para uma derrota humilhante”
* A Arquidiocese do Rio de Janeiro manifestou preocupação sobre o uso de símbolos religiosos no desfile
* A OAB-RJ emitiu nota de repúdio contra a escola, alegando “intolerância religiosa”
* O TSE havia rejeitado, por unanimidade, pedidos para impedir o desfile por suposta propaganda eleitoral antecipada
Lideranças petistas avaliam que o presidente precisará fazer gestos aos evangélicos para amenizar possíveis desgastes causados pelo desfile, especialmente em relação à ala “Neoconservadores em conserva”, que gerou polêmica por sua representação de famílias e símbolos religiosos.
Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas e amigo de Lula, defendeu que o presidente não teve responsabilidade pelo rebaixamento, destacando que a escola recebeu nota máxima no quesito samba-enredo por parte de alguns jurados.
A agremiação alega ter sofrido perseguições durante a preparação para o carnaval. O episódio deve ser monitorado pela equipe do presidente através de pesquisas nas próximas semanas para avaliar o impacto junto ao eleitorado evangélico, que historicamente apresenta rejeição a Lula e ao PT.