Um grupo de ativistas baseado nos Estados Unidos divulgou um relatório alarmante sobre a situação no Irã. Segundo o documento, 7.002 pessoas perderam suas vidas durante a repressão aos protestos no país no mês passado, um número significativamente maior do que o apresentado pelo regime iraniano, que contabiliza 3.117 mortes.
A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, responsável pela compilação dos dados, mantém uma extensa rede de colaboradores em território iraniano, que trabalham para verificar e confirmar cada registro de óbito relacionado aos protestos. Esta metodologia confere credibilidade aos números apresentados, embora contraste fortemente com as estatísticas oficiais do governo do Irã.
Em meio a esta situação crítica, o cenário político internacional também se movimenta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua intenção de prosseguir com as negociações para um acordo nuclear com o Irã, mesmo enfrentando resistência do primeiro-ministro iraniano, Benjamin Netanyahu. Os líderes discutiram o assunto durante encontro realizado na Casa Branca.
A divergência entre os números oficiais e os dados apresentados pelos ativistas evidencia a complexidade da situação no Irã e a dificuldade em obter informações precisas sobre os acontecimentos no país.