O governo dos Estados Unidos emitiu duas licenças gerais que autorizam cinco grandes empresas petrolíferas multinacionais a retomarem suas operações na Venezuela sem restrições de sanções. A decisão foi anunciada após a operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no início de janeiro e a subsequente aproximação da Casa Branca com o governo interino de Delcy Rodriguez.
As empresas beneficiadas pela autorização incluem:
* A americana Chevron, que já mantinha operações limitadas no país através de um acordo especial com a estatal PDVSA
* A italiana Eni
* A espanhola Repsol
* As britânicas BP e Shell
As novas licenças concedem permissão para todas as transações relacionadas ao setor petrolífero venezuelano, incluindo a possibilidade de “novos investimentos no setor de petróleo e gás” para qualquer empresa interessada em estabelecer negócios no país sul-americano.
O presidente Donald Trump manifestou publicamente o interesse dos Estados Unidos no petróleo venezuelano logo após a operação militar em Caracas. Em declaração à imprensa, Trump afirmou: “Vamos fazer com que nossas empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer lugar do mundo, entrem e invistam bilhões de dólares para repararem a infraestrutura petrolífera gravemente deteriorada, e comecem a gerar dinheiro para o país”.
É importante ressaltar que algumas empresas, como Exxon Mobil, ConocoPhillips e Shell, haviam sido anteriormente expropriadas pelo governo venezuelano. A Chevron era a única que mantinha operações no país através de uma autorização especial do regime de Maduro.
Após a intervenção norte-americana, a PDVSA iniciou negociações para exportar petróleo para os Estados Unidos, buscando estabelecer termos similares aos já existentes com parceiros estrangeiros, especialmente com a Chevron, que era a única petrolífera americana autorizada a operar no país até então.