Os Estados Unidos deram um passo significativo ao convocar mais de 50 países, incluindo o Brasil, para formar uma aliança estratégica focada em minerais críticos e terras raras, provocando uma reação imediata da China, atual líder global do setor.
Os minerais críticos e terras raras são elementos fundamentais para a indústria moderna, presentes em dispositivos eletrônicos, veículos elétricos e tecnologias verdes. Esse grupo inclui materiais como lítio, nióbio, cobre, silício e um conjunto de 17 elementos químicos essenciais para a indústria de alta tecnologia.
* A China atualmente controla 70% da extração mundial e 90% do processamento de minerais críticos e terras raras
* O país asiático iniciou seus investimentos no setor ainda na década de 1980
* Conforme explicou o professor Steve Hanke, da Universidade Johns Hopkins: “Eles perceberam: se o Oriente Médio tem o petróleo, nós teremos as terras raras”
* Os EUA convocaram 54 países e a União Europeia para uma reunião estratégica
* O Brasil foi representado por diplomatas, enviados pelo ministro Mauro Vieira
* O secretário de Estado Marco Rubio criticou a concentração dos minerais em um único país
* O Ministério das Relações Exteriores chinês respondeu criticando iniciativas que, segundo eles, prejudicam a ordem econômica internacional
O Brasil ocupa posição estratégica neste cenário, sendo detentor da segunda maior reserva de minerais críticos e terras raras do mundo, atrás apenas da China. Os Estados Unidos já estabeleceram acordos separados com União Europeia, Japão, México e Argentina.
O tema deve ganhar ainda mais relevância diplomática, com expectativa de ser discutido durante a visita do presidente Lula à Casa Branca em março de 2026.