Deputados britânicos pedem documentos sobre relação de Andrew e Epstein

Deputados britânicos pedem documentos sobre relação de Andrew e Epstein

Deputados britânicos exigem documentos sobre nomeação do ex-príncipe Andrew como representante comercial em 2001 após prisão relacionada ao caso Epstein

O ex-príncipe Andrew foi detido por 11 horas na última quinta-feira devido a suas conexões com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, desencadeando uma série de eventos que abalaram a monarquia britânica. Deputados britânicos agora exigem a divulgação de documentos relacionados à sua nomeação como representante especial para o Comércio Internacional em 2001.

A investigação se intensificou após documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sugerirem que Andrew teria compartilhado informações confidenciais com Epstein durante seu período como representante do Reino Unido para o Comércio Internacional, entre 2001 e 2011.

* A prisão do ex-príncipe Andrew ocorreu sob suspeita de má conduta em cargo público, levando a um interrogatório que durou 11 horas.

* O caso ganhou nova dimensão com a prisão e posterior libertação sob fiança do ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, também investigado por vínculos com Epstein.

* O Partido Liberal Democrata apresentou uma moção no Parlamento exigindo a divulgação completa dos documentos relacionados à nomeação de Andrew, incluindo verificações de antecedentes e correspondências ministeriais.

Impacto no Governo

* O primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta pressão crescente após revelações sobre os laços de Mandelson com Epstein, resultando na demissão de seu chefe de gabinete e diretor de comunicação.

* A BBC reporta que mais de 100 mil documentos relacionados a Mandelson podem ser divulgados, incluindo trocas de e-mails com membros do governo britânico.

Ed Davey, líder do Partido Liberal Democrata, declarou à BBC: “O que estamos pedindo hoje é que todos os documentos relativos às verificações de antecedentes e à correspondência ministerial sejam tornados públicos”.

A ministra da Educação, Bridget Phillipson, respondeu com cautela, afirmando que o governo “esclarecerá sua posição sobre esta moção ao Parlamento”, mas ressaltou que não poderia “divulgar documentos que pudessem comprometer uma investigação”.

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