Defesa Civil decide demolir casas vizinhas após desabamento no Maracanã

Defesa Civil decide demolir casas vizinhas após desabamento no Maracanã

Prefeitura do Rio interdita 13 imóveis por risco estrutural; uma mulher morreu, nove pessoas foram atendidas e bombeiros resgataram uma criança dos escombros após quase cinco horas

Um desabamento de duas casas de dois andares na região do Maracanã, Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou na morte de uma mulher e deixou nove pessoas feridas na madrugada desta segunda-feira (2). O incidente ocorreu na Avenida Rei Pelé, próximo à Rua Oito de Dezembro, na localidade conhecida como Favela do Metrô.

Michele Martins, de 40 anos, não resistiu aos ferimentos e teve seu óbito confirmado pelo Corpo de Bombeiros às 6h41. Sua filha, Ágatha Valentina Martins, de 8 anos, foi resgatada com vida após quase cinco horas sob os escombros.

Após avaliação técnica, a Defesa Civil Municipal determinou a demolição de imóveis vizinhos às estruturas que colapsaram:

* A equipe técnica identificou 13 casas com risco estrutural, todas foram imediatamente interditadas para garantir a segurança dos moradores

* Operários iniciaram ainda pela manhã a demolição manual de três residências localizadas na parte frontal do local do desabamento

* Moradores desalojados que aguardavam em uma praça próxima tiveram reações emocionais ao receberem a notícia das demolições necessárias

Entre os nove feridos no incidente, apenas uma adolescente de 14 anos precisou ser encaminhada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Os demais receberam atendimento no local.

Testemunhas relataram que foram acordados pelo estrondo das casas desabando por volta de 1h30. Uma moradora descreveu o momento: “Eu estava dormindo. Eu acordei já com o barulho e aquela fumaceira. Não deu para fazer nada. Eu vi minha mãe soterrada com minha sobrinha, e eu e minha irmã conseguimos tirá-las”.

O desabamento ocorreu após um dia de forte calor seguido de chuvas que atingiram várias regiões do Grande Rio, especialmente a Zona Norte da capital e a Baixada Fluminense. As causas oficiais do desastre ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.

A tragédia mobilizou uma força-tarefa do Corpo de Bombeiros, que trabalhou intensamente no resgate das vítimas, especialmente na operação para salvar a pequena Ágatha, que permaneceu sob os escombros por aproximadamente cinco horas até ser resgatada com vida às 6h24.

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