Jimmy Lai, um dos principais críticos do governo chinês e magnata pró-democracia de cidadania britânica, foi condenado a 20 anos de prisão pela Justiça de Hong Kong. A sentença, considerada a mais severa já aplicada sob a lei de segurança nacional, marca um momento crucial na crescente tensão entre Hong Kong e China.
O caso gerou ampla repercussão internacional, com manifestações de preocupação de diversos países e organizações de direitos humanos. A condenação baseou-se na acusação de “arquitetar um complô internacional para desestabilizar a região”.
* Jimmy Lai, que já estava preso há mais de cinco anos, chegou ao tribunal em um comboio, onde três juízes anunciaram sua sentença longe das câmeras.
* Durante o julgamento, foi acusado de solicitar sanções estrangeiras contra Hong Kong e a China, incluindo encontros com autoridades americanas como Mike Pence e Mike Pompeo. Lai confirmou as reuniões, mas alegou que eram para relatar a situação no território.
* O atual secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou o caso como uma “conclusão injusta e trágica”, enquanto Reino Unido, União Europeia, Austrália, Japão e Taiwan expressaram preocupação com a sentença.
O Escritório da ONU para os Direitos Humanos solicitou a libertação imediata de Lai e a anulação da sentença, considerando-a incompatível com o direito internacional. A Anistia Internacional criticou duramente a situação, afirmando que a China transformou Hong Kong de uma cidade governada pela lei em uma governada pelo medo.
A família de Jimmy Lai, destacando seus 78 anos de idade, expressou profunda preocupação. Seu filho declarou: “Então, basicamente, é uma sentença de morte”.
Em resposta às críticas internacionais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China defendeu a sentença, afirmando que Lai “mereceu ser severamente punido de acordo com a lei” e que o caso é um assunto interno de Hong Kong.