Juiz de Fora registrou 105 casos de crimes sexuais em 2025, mantendo uma média alarmante de um estupro a cada três dias e meio. Os dados, divulgados pelo Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais, revelam um cenário preocupante na cidade mineira.
A análise detalhada dos casos mostra padrões significativos nas ocorrências:
* 69,52% dos crimes acontecem dentro das residências, evidenciando que a violência sexual ocorre principalmente no ambiente doméstico
* As principais motivações identificadas são passionais (20%) e convívio familiar (8,6%), com os agressores sendo pessoas próximas às vítimas
* Os crimes são praticados principalmente mediante violência ou grave ameaça (26,7%) e coação (6,7%)
* O período noturno concentra 30,5% das ocorrências, com maior incidência às quintas-feiras (24,8%) e quartas-feiras (21%)
Do total de casos registrados em 2025, 67 ocorrências (63,8%) foram contra pessoas vulneráveis, incluindo crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade. O perfil das ocorrências contra vulneráveis apresenta características específicas:
* 74,63% dos casos acontecem em ambiente doméstico
* O convívio familiar (10,5%) e motivações passionais (9%) são as principais causas
* Os crimes ocorrem principalmente à noite (35,82%) e à tarde (28,36%)
* Maior concentração aos sábados (22,4%), quintas-feiras (20,9%) e quartas-feiras (19,4%)
A análise da série histórica mostra oscilações significativas nos números. Entre 2012 e 2019, houve uma redução de 58% nos casos. No entanto, a partir de 2020, os números voltaram a crescer, com aumentos expressivos:
* 2023: aumento de 39,7% em relação ao ano anterior
* 2024: crescimento de 16,8%
* 2025: ligeira redução de 5,4%
Juiz de Fora ocupa atualmente a 8ª posição entre as cidades mais violentas de Minas Gerais, subindo para 7º lugar quando considerados apenas os crimes sexuais e estupros contra vulneráveis. Na série histórica de 2012 a 2025, houve uma redução total de 7,6% nos casos, com o ano de 2012 registrando o maior número de ocorrências (138) e 2018 o menor (51).