O corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, assassinada pelo síndico do prédio onde morava em Caldas Novas, Goiás, chegou a Uberlândia nesta quarta-feira (4) para ser velado e sepultado no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis, após sete dias de procedimentos periciais no Instituto Médico Legal de Goiânia.
O atestado de óbito emitido pelo IML confirmou que a causa da morte foi homicídio por arma de fogo, com disparo na cabeça. Devido ao avançado estado de decomposição do corpo, a identificação foi realizada através de DNA extraído dos dentes, e o velório será realizado com caixão fechado.
* Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, sendo vista pela última vez nas dependências do condomínio onde residia
* O corpo foi encontrado em uma área de mata, a aproximadamente 15 quilômetros de Caldas Novas, após mais de um mês de desaparecimento
* O síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, Maikon Douglas de Oliveira, foram presos em 28 de janeiro como suspeitos do crime
* Cléber confessou o assassinato e indicou o local onde havia abandonado o corpo
* Antes do desaparecimento, Daiane havia denunciado o síndico por perseguição reiterada (stalking)
* O Ministério Público confirmou que, entre fevereiro e novembro de 2025, Cléber praticou uma série de ações contra a corretora, incluindo agressões físicas e verbais
* Existiam 12 processos na Justiça envolvendo Daiane e Cléber
* A polícia suspeita que o crime tenha sido motivado por desentendimentos relacionados à administração dos imóveis da família de Daiane
“Nós queremos que a justiça seja feita. Minha irmã pagou um preço muito alto para revelar quem esse homem realmente é. Ela já sabia que ele era um criminoso. Com o sacrifício dela, Deus mostrou ao Brasil inteiro quem ele é. Ele próprio confessou. Agora, queremos justiça”, declarou Arnaldo Alves Souza, irmão da vítima.
Daiane morava em Goiás há aproximadamente dois anos, onde administrava os imóveis da família destinados à locação. Era conhecida como uma pessoa alegre, determinada e companheira. Solteira, deixa uma filha de 17 anos.
A defesa de Cleber Rosa de Oliveira informou que os fatos ainda estão sendo apurados e que seu cliente está contribuindo com as autoridades. Já os advogados de Maicon Douglas afirmaram que ele não tem envolvimento com o crime e buscam sua liberação.