O ciclone Gezani atingiu Madagascar com força devastadora na última terça-feira (10), causando destruição significativa principalmente na segunda maior cidade do país. Com ventos que chegaram a 250km/h, a tempestade deixou um rastro de destruição que se estendeu até quinta-feira (12), resultando em dezenas de mortes e milhares de desalojados.
De acordo com o Escritório Nacional de Gestão de Desastres de Madagascar (BNRGC), o balanço atual da tragédia é alarmante:
* 38 pessoas perderam a vida em decorrência do ciclone
* 374 pessoas ficaram feridas durante a passagem da tempestade
* 6 pessoas permanecem desaparecidas
* Mais de 12 mil habitantes foram forçados a abandonar suas residências
* Aproximadamente 18 mil casas foram completamente destruídas
* Mais de 50 mil residências sofreram danos ou foram inundadas
O presidente de Madagascar, Coronel Michael Randrianirina, fez um apelo à “solidariedade internacional” após constatar que o ciclone Gezani “devastou até 75% de Toamasina e seus arredores”, conforme declaração feita na quarta-feira (11).
Embora Gezani tenha perdido força após atingir a costa, continuou afetando a ilha como tempestade tropical até a noite de quarta-feira. O serviço de previsão de ciclones do departamento ultramarino francês de Reunião, localizado a aproximadamente 1.000 quilômetros de Madagascar, alerta que existe a possibilidade do Gezani recuperar força ao chegar ao Canal de Moçambique.
As autoridades meteorológicas preveem que o ciclone possa atingir o Sul de Madagascar novamente a partir da noite de sexta-feira (13), enquanto Moçambique se prepara para a possível chegada da tempestade após a destruição já causada na região.