O governo de Donald Trump admitiu ter cometido um erro ao publicar um vídeo com conteúdo racista em sua rede social Truth Social, onde o ex-presidente Barack Obama e sua esposa Michelle Obama foram retratados como macacos. A publicação foi rapidamente removida após gerar forte repúdio tanto de democratas quanto de republicanos.
De acordo com informações oficiais, embora o vídeo tenha sido compartilhado na conta pessoal de Trump, um funcionário do governo norte-americano foi responsável pela publicação “errônea”. O conteúdo, que durava cerca de um minuto, apresentava uma teoria conspiratória sobre as eleições e, em seu final, mostrava os rostos dos Obama sobrepostos a corpos de macacos por aproximadamente um segundo, ao som da música “The Lion Sleeps Tonight”.
Principais repercussões e desdobramentos:
* O gabinete do governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, classificou a publicação como “comportamento repugnante”, exigindo manifestação imediata dos republicanos
* Tim Scott, único senador negro do Partido Republicano, definiu o vídeo como “a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca”
* A Casa Branca, através da secretária de Imprensa Karoline Leavitt, tentou minimizar a situação, classificando o vídeo como um “meme da internet” e rejeitando o que chamou de “indignação falsa” dos críticos
* Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Barack Obama, manifestou-se afirmando que “Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas”
O episódio se soma a uma série de controvérsias envolvendo o uso de Inteligência Artificial por Trump em suas redes sociais. No ano anterior, ele já havia publicado conteúdos manipulados mostrando Barack Obama detido no Salão Oval e Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, com caracterizações consideradas racistas.
O incidente ocorre em um momento em que Trump intensifica sua agenda “anti-woke”, tendo encerrado todos os programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) do governo federal, incluindo iniciativas nas Forças Armadas. Essa postura tem gerado críticas significativas, especialmente considerando a importância histórica desses programas na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.