O Brasil manteve sua posição preocupante no cenário internacional ao repetir em 2025 sua segunda pior nota histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional. Com 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, o país permanece estagnado em uma posição que evidencia sérios desafios no combate à corrupção no setor público.
Na mais recente avaliação, o Brasil ocupou a 107ª posição entre 182 países e territórios analisados, demonstrando um crescimento estatisticamente insignificante de apenas um ponto em relação a 2024, quando obteve 34 pontos.
* O estudo baseou-se em 8 indicadores independentes para o Brasil, mantendo o mesmo número do ano anterior, o que garante consistência na análise histórica
* A média global de percepção de corrupção em 2025 foi de 42 pontos, tanto no conjunto geral dos países quanto na região das Américas
* O Brasil ficou empatado com o Sri Lanka (35 pontos) e atrás de vizinhos latino-americanos como Argentina e Belize (36 pontos)
* Países nórdicos e Cingapura lideram o ranking com pontuações superiores a 80 pontos
A avaliação considera percepções de especialistas, pesquisadores e executivos sobre práticas corruptas no serviço público e os mecanismos existentes para preveni-las. O resultado brasileiro reflete não apenas a persistência de casos de corrupção em grande escala, mas também fragilidades institucionais e resistência a mudanças estruturais.
A estagnação do Brasil em patamares baixos por mais de uma década indica a necessidade de reformas consistentes e de longo prazo para melhorar a percepção internacional sobre a integridade no setor público brasileiro. A situação atual demonstra que ações pontuais não têm sido suficientes para promover mudanças significativas no cenário de combate à corrupção no país.