A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,32 bilhões em janeiro de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado positivo é fruto de exportações que totalizaram US$ 25,15 bilhões e importações de US$ 20,1 bilhões.
O desempenho das exportações foi marcado por variações significativas em diferentes setores:
* As vendas de carne bovina para o exterior apresentaram o maior crescimento, com aumento de 42,5%, atingindo US$ 1,3 bilhão
* O setor petrolífero registrou queda de 7,8%, totalizando US$ 4,3 bilhões
* As exportações de minério de ferro sofreram redução de 8,6%, chegando a US$ 2,05 bilhões
* O café não torrado apresentou declínio de 23,7%, alcançando US$ 1,01 bilhão
No âmbito das importações, foram observadas reduções expressivas em diversos setores:
* O setor agropecuário registrou queda de US$ 0,18 bilhão (- 28,7%)
* A indústria extrativa apresentou redução de US$ 0,33 bilhão (- 30,2%)
* Produtos da indústria de transformação tiveram diminuição de US$ 1,74 bilhão (- 8,2%)
As relações comerciais com os Estados Unidos continuam enfrentando desafios, marcando o sexto mês consecutivo de queda nas exportações brasileiras. As vendas para o mercado norte-americano somaram US$ 2,4 bilhões, uma redução de 25,5% em comparação com janeiro de 2025. As importações também recuaram 10,9%, totalizando US$ 3,07 bilhões, resultando em um déficit de US$ 670 milhões.
A China mantém sua posição como principal parceiro comercial do Brasil. Em janeiro, as exportações para o país asiático cresceram 17,4%, alcançando US$ 6,47 bilhões, enquanto as importações diminuíram cerca de 5%, chegando a US$ 5,75 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 720 milhões nas transações com o país asiático.